Poesia Insana


Sufrágio de amor

 

Quero um passaporte para o barco da morte.

Quem me dera os seus braços me alcançassem,

Me arrebatassem em seu fluxo imortal. 

 

Oh! Minha bem amada.

Não teria que olhar nos teus olhos sem ter que lhe ferir o coração

Com o cravo da negação,

Penetrando em ti a dor da desilusão

Como o resultado do meu desamor.

 

Desabafo em ombros amigos

A minha solidão quando dos teus afagos,

Pois a mim os teus sentimentos não mais alcançam.

 

Perdão! Perdão! Perdão!

 

Meus olhos não buscam mais os teus,

Querem ganhar o mundo

E reacender o fogo da paixão,

Antes que em gelo verta minha alma,

Que condoída se encontra perante o teu amor devotado a mim.

 

Nunca quis feri-la...

 

Mas,

Adeus!

 

Por Felipe Couto, o poetinha anapolino

Escrito por Felipe Couto às 14h27
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DEVANEIO

 

 

Tu és o devaneio elegante da razão. Em ti não há feiúra em teu mais pitoresco defeito. Pois de ti tudo o que brota desabrocha em mim adormecidas emoções. Desse teu disfarce diabólico, do teu corpo, derrama o veneno alquímico inebriante do teu feitiço. Tu és dos jardins dos gregos a ninfa mais saborosa, a deusa mais glamurosa, renovadora apetitosa das minhas doces ilusões. Tu és uma bandida, melena que me tomaste de assalto, deixando-me trêmulo e eletrizante como um beija flor polinizante, que de flor em flor vai do néctar sugar-te o bem que lhe consome as mazelas da existência. Quem me dera ser mesmo como esse pássaro pequenino, profanador, para do teu corpo sugar-te todo o mel. Da tua formosa flor roubar-ti-ia a essência incandescente com toda a tua nobre indecência. E num breve momento, um pequeno e grandioso breve momento... Toda a tua dor. “Treme meu amor, treme, tremerias mais ainda se soubeste onde eu te quero”.



Escrito por Felipe Couto às 12h20
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Mulheres a seco

 

Eu com o estomago nas costas[1]

Procuro mulheres

 

As que citam Foucault para devorar

 

As lindas e maravilhosas para mostrar

 

As de rosto exótico simplesmente para admirar

 

As menos belas para exaltar

 

As jovens para ensinar

 

As mais velhas para me machucar

 

As ciumentas para brigar

 

As loucas para me apaixonar

 

As casadas para me matar

 

As apaixonadas para magoar

 

E as simples para amar

 

Mas nenhuma para casar

Pois elas do amor só querem ganhar

E o coração nunca entregar...

 

Por F. Couto

 

[1] - estomago nas costas é uma expressão que caracteriza fome



 



Escrito por Felipe Couto às 17h30
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Amar pela dor

 

Declaro meu amor

E forçado sou a mastigar

Como se mil agulhas fosse

Um “NÃOabsoluto

Engulo pausadamente

A verdade cauterizante

Da minha rejeição

 

Acanhado e lado a lado com a frustração

Reconheço o meu vício em sofrer

Batidas descompassadas

E emoções fora do lugar

O que é isto que me alegra

E me machuca tanto?

 

Sublime sentimento este é

Faz abrir os botões de rosas da memória

Um jardim de recordações do viver

Nostalgia, paixão, felicidade, tristezas

Marcas profundas reavivadas

Pela dor de amar...

 

Por F.Couto

 

 

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Escrito por Felipe Couto às 11h09
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Olhar da noite

 

Na noite de minha vida

Um vernáculo vazio me guia

E debaixo de uma luz amarelada

De um poste negro

Palavras surpreendem minha apatia

As cadeiras vazias ao meu redor

Expressão o meu amor por companhias desnecessárias

Um café quente aquece minha alma inóspita

 

A lua é minguante...

 

Não teremos luar...

 

Por F. Couto

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Escrito por Felipe Couto às 15h46
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Renaissensse

 

Na aurora de movimentos sincréticos
O peixe sobe o rio da vida
Lutando contra os Hipócritas obstáculos de pedra

Feridas abertas de uma batalha niilista
A água é doce mas o caminho é áspero

A lua ilumina a direção certa
E renova o fôlego de barbatanas cansadas

O espelho d'água reflete a beleza natural
E sublima as mazelas humanas
De almas estupradas por doutrinas sem fé
E por seus manipuladores

Mas ao se subir o rio
Encontra-se um par
Põe os ovos
E multiplica a força do viver

Os próximos hão de lutar...

Por F. Couto


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Novas atualizações também no http://poesia-insana.blogspot.com/



Escrito por Felipe Couto às 11h38
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Transição das eras

 

Sol lunar bate na parede neolítica do pensamento lido

Arcaicos manuscritos espelham um mundo invertido

 

Em um vertiginoso pesadelo

Os símbolos gramaticais sucumbem

Diante do positivismo metafórico

 

Torres de Babel pelo mundo

Divinizam o homem

 

Estátuas de gesso caem

E relicários viram pó

 

Assassinaram os deuses...

 

Por F. Couto

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Novas atualizações também no http://poesia-insana.blogspot.com



Escrito por Felipe Couto às 11h19
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Agora o Poesia Insana divulgará os seus devaneios poéticos em dois blogs, este e no http://poesia-insana.blogspot.com , em cada blog serão publicadas poesias diferentes mas de forma alternada, e você que é poeta, contista, que escreve crônicas, resumindo todos os gêneros literários que tiverem o interesse de divulgarem seus trabalhos o Poesia Insana abre as portas para você, então mande-os para o email felimescouto@hotmail.com que terei o maior prazer em divulgá-lo aqui e no outro blog que acabou de ser inaugurado...





Escrito por Felipe Couto às 12h34
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Dolls

 

Diante da armação dos meus óculos

Paisagens de valores verdadeiros

Assombram a minha realidade

 

Enquanto mergulho em um caleidoscópio

De desejos translúcidos

Vislumbro um céu decorado

Com azulejos pintados de anil

Onde em suas paredes o caos persegue

Os passos gélidos do inverno oriental

 

As ordens divinas cessaram

E as mulheres vomitam suas entranhas

Sob a luz do néon escarlate da prostituição

 

Abortaram suas almas!

 

Vasos sanitários engolem os filhos não nascidos da Era de Aquário

Nos templos sagrados quimeras hedonistas

Mastigam a dignidade e aniquilam o amor

 

O sol da “liberdade”brilhou...

 

Por F. Couto

 

 

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Escrito por Felipe Couto às 12h09
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Saudade


A corrente se rompe


Os amigos se vão


Todos se esquecem


A energia dispersa


As escolhas levam os laços do destino


Comprou-se a passagem da nostalgia


A intemperante locomotiva do coração


Acende a caldeira das paixões


Apita avisando a partida


Para a rota de uma incerta felicidade


Abandona a confraria


E ganha o pingente da saudade


Um adorno de tristezas e alegrias


Feito para o peito de sonhadores


Imbuí­dos com o veneno de suas quimeras mentais


O mapa da vida ainda está branco


Mas já há um norte na bússola...




Por Felipe Couto

 

 

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Escrito por Felipe Couto às 15h55
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O sol como a mão de Deus a apertar a terra


Come os pensamentos românticos


Na penumbra de uma persiana azul


Onde as sombras escarlates escorregam


Nos cantos bêbados de um quarto inundado


Pela pessimista realidade humana


A mente divaga na sórdida desilusão social


No manicômio interior


Emoções loucas desatinam a saltar


Enquanto o coração jorra sangue púrpuro


No cérebro morto pelas idéias utópicas da juventude


Esse é o fim de uma existência


Crer, crer, crer e se matar


A salvação está em se picar


E injetar o sedativo da vida


A esperança...



Por Felipe Couto

 

 

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Escrito por Felipe Couto às 12h59
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Vem menina rosa

 

Menina que bebe cerveja

 

Porque só você sabe amar

 

Porque só você não conhece o “Proibido”

 

Porque só você sorri na desilusão

 

Porque só você sabe dançar sobre a vida

 

Porque só você eu quero abraçar

 

Porque só você tem o corpo que eu quero me enroscar

 

Porque só você tem o amor que eu quero me agarrar

 

Porque só o seu sorriso faz o meu mundo girar

 

Porque só você não é ilusão

 

Porque só você faz a chuva parar

 

Porque só você é o meu guarda-chuva de cristal...

 

Por Felipe Couto

 

 

 

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Escrito por Felipe Couto às 10h07
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Confissão

 

Choro lágrimas de areia

Por minha alma solitária

 

Choro lágrimas de areia

Por querer amar

 

Choro lágrimas de areia

Pelas musas que me assombram

 

Choro lágrimas de areia

Pelos versos que não me escapam

 

Choro lágrimas de areia

Nas noites insólitas de verão

 

Choro lágrimas de areia

No fervor do meu incandescente coração

 

Choro lágrimas de areia

Ao desejar o amor

 

Choro lágrimas de areia

Por não conhecer o teu amor

 

Choro lágrimas de areia

Por te ter como musa

 

Choro lágrimas de areia

Por te querer como amante

 

Choro lágrimas de areia

Por querer que me ames

 

Chorei lágrimas de areia

Preenchi as praias do meu ser

Com os adornos da paixão

 

Sou como um sol negro

Quente e Obscuro

 

Guarda-chuva de cristal

Acalma as minhas ilusões...

 

Por Felipe Couto

 

 

 

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Escrito por Felipe Couto às 17h36
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Sem título

 

Crianças nadam no mediterrâneo de enxofre da sexualidade

Anjos catalíticos se jogam dos céu

Em uma chuva negra de penas brancas

Era estóica de silhueta hedonista

Moderno carnaval de máscaras tristes

O homem nunca foi ditoso

Preso no aquário blindado,

“BUNKER”,

A montanha-russa suicida não tem trilhos

Caminha no vento do destino

Em cima das costas de Deus

Sobre as existências sem fim dos órfãos de si mesmos...

 

Por Felipe Couto

 

 

 

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Escrito por Felipe Couto às 17h24
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Uma voluptuosa presença verde

A se enroscar em meus olhos

Como uma graciosa serpente

Me hipnotiza com a fragrância da cobiça

Sublima os meus sentidos

Transcende as minhas aspirações

Eleva-me a contemplador

Bela e sagaz centra o mundo em si

Chamando com o estralar de seus passos olhares atentos

Absorvendo-me com tua luz

Em um torpor celestial

Na primazia de meu ser

Já não posso mais enxergar...

 

Por Felipe Couto

 

 

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Escrito por Felipe Couto às 07h46
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